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Vereadores e gestores de saúde discutem soluções para traumatologia e ortopedia


  • 28/03/2012
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Organizada pela Comissão de Saúde do Legislativo, aconteceu, na manhã desta quarta-feira (28), uma nova reunião para discutir lista de espera por cirurgia na traumatologia e na ortopedia em Santa Maria. Participaram da atividade, no plenário da Câmara, os vereadores Maria de Lourdes Castro (presidente da Comissão), Luis Carlos Fort, Helen Cabral, Marion Mortari, além de Ilse Mello, coordenadora regional de Saúde; João Alberto Laranjeira, responsável pelo setor de traumatologia e ortopedia do HUSM e representante do Sindomed; Lucimar Garcia de Sá, da Secretaria Municipal de Saúde; Idalina Mirasso, do Conselho Municipal de Saúde; Marcelo Elwanger, Comissão Intergestora de Regional da Saúde; Elaine Resener e Arnaldo Rodrigues, direção do Hospital Universitário e Jorge Cremonese, secretário de saúde de Restinga Seca. “Esta reunião foi provocada quando tivemos reunião para discutir lista de espera por cirurgia na traumatologia no Hospital Universitário. Entendemos necessidade de fazer reunião com representantes de mais segmentos”, explicou vereadora Maria de Lourdes, acrescentando que a Comissão quer contribuir para o bom funcionamento da empresa pública que irá gerir Hospital Universitário. O presidente da Câmara, vereador Manoel Badke, destacou que a intenção do Legislativo é buscar, em conjunto com outros setores, soluções para resolver problemas na área da saúde. A vereadora Helen Cabral, após lamentar ausência do secretario de saúde de Santa Maria no debate, defendeu fortalecimento rede de saúde do município, pois, assim, serão reduzidas demandas na alta complexidade. “É fundamental, como legisladores, fazermos nossa parte porque senão vai sempre estourar no HUSM”, observou, opinando que, em Santa Maria, o problema é de gestão, não de recursos públicos.
Ilse Mello, coordenadora regional de saúde, afirmou que uma das principais demandas reprimidas é na área da traumatologia/ortopedia, apesar de existirem vários prestadores de serviços contratualizados pelo Estado. “Nós temos problema que, em conjunto com o HUSM, podemos ver como resolvemos isso”, afirmou. A respeito do contrato com Hospital de Caridade, que deve ser assinado na próxima semana, Ilse informou que serão ofertadas 30 cirurgias/mês. “O Estado queria comprar mais cirurgias, mas há limitadores do Hospital. O prestador coloca limites, principalmente por questão de recursos humanos”, explicou. Elaine Resener, diretora do HUSM, afirmou que não há números atualizados e reais da espera por cirurgias na traumatologia, pois cada município deve fornecer a quantidade de pacientes. “Cada secretário municipal deve atualizar sua lista. Isso é fundamental porque temos que trabalhar com listas reais”, afirmou. Esclareceu a intenção de que o Hospital Universitário tenha toda regulação externa, exceto pacientes do Pronto-Socorro. Assim, somente são atendidos pacientes encaminhados pela Coordenadoria Regional de Saúde. Elaine Resener explicou que o HUSM está atento à implantação da empresa brasileira, sendo que existem prerrogativas inegociáveis: permanência 100% SUS e manutenção da autonomia da instituição como hospital-escola.
Arnaldo Rodrigues esclareceu que o Hospital não tem como destinar uma sala para atender somente cirurgias de traumatologias porque faltam leitos para acomodar os pacientes. Segundo ele, alternativa imediata seria ampliar a rede de apoio. João Alberto Laranjeira pontuou que a suspensão da maioria das cirurgias eletivas ocorre pela grande demanda dos atendimentos e procedimentos de urgência. A respeito da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Laranjeira sugeriu o encaminhamento à futura direção da Empresa as necessidades de Santa Maria e região.
Jorge Cremonese, secretário de saúde de Restinga Seca, destacou que quanto há mais investimentos em ações básicas de saúde mais demandas são geradas na média e alta complexidade. Na avaliação de Cremonese, o grande problema é o jogo de interesses. “Não podemos esquecer que existe jogo de interesses. O jogo de interesse está prevalecendo sobre interesse público. Temos que enfrentar isso. Interesse público tem que sobrepor ao interesse privado se quisermos sucesso do SUS”, enfatizou, acrescentando que faltam atitudes dos responsáveis pelas mudanças, pois os problemas são conhecidos. Sobre lista de demandas, Cremonese afirmou que, infelizmente, ainda serão perdidas vidas por demora na efetivação atendimentos das cirurgias. Marcelo Elwanger, secretário de saúde de São Sepé, afirmou que, muitas vezes, a saúde publica somente é encarada como prioridade em época eleitoral. Destacou que quem faz saúde pública são os municípios porque o Estado e a União não consideram a área como prioritária de investimentos. Segundo Elwanger, em Santa Maria, os interesses privados, há muito tempo, sobrepuseram interesses públicos, destacando que saúde recebe tratamento burocrático igual a outros setores e, enquanto isso, pessoas morrem. Apontou como alternativas a informatização urgente dos sistemas, aumento da rede de apoio e solidariedade total à empresa brasileira de gestão hospitalar.
Idalina Mirasso, do Conselho Municipal de Saúde, afirmou que é fundamental atenção básica à saúde por ser a porta de entrada ao SUS. Relatou preocupação com a demora na realização de cirurgias eletivas, prejudicando trabalhadores que ficam longos períodos afastados das atividades profissionais na espera por procedimentos cirúrgicos. Lucimar Garcia de Sá ponderou que, em Santa Maria, a atenção básica faz seu papel na traumatologia e, exemplo disso, foi aquisição do número significativa de consultas via consórcio e de exames.
Ficou deliberado encaminhamento de documento ao Ministério da Saúde e à Secretaria Municipal de Saúde, solicitando, respectivamente, investimentos no Hospital Universitário e aquisição de equipamentos para atendimento na traumatologia e ortopedia.


Texto: Clarissa Lovatto
Fotos: Patric Chagas

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